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Livro faz viagem no tempo e analisa história do município desde 1822

Itaboraí, 3/07/2023 – Por Cecilia Mattos Setubal.

Na história da independência do Brasil pouco se fala da participação das regiões fora do eixo metropolitano e de como repercutiram os sucessivos atos de insubordinação à Coroa portuguesa que culminaram no 7 de setembro de 1822. Pensando nisso, o Instituto Histórico e Geográfico Itaborahyense (IHGI) se debruçou sobre o projeto do livro Itaboraí e independência do Brasil: história, memória, patrimônio cultural e celebrações (1822-2022), onde especialistas de diversas áreas descrevem e analisam fatos e histórias que revelam como Itaboraí vivenciou esse período histórico do nosso país.

O lançamento será no próximo sábado (8), às 10h30, na Igreja Matriz de São João Batista, em Itaboraí – um importante patrimônio histórico do século XVII, tombado pelo IPHAN. O projeto tem o patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa via Edital Retomada Cultural 2. O IHGI apresentou ainda um vídeo sobre o processo de produção da obra, que levou um ano para ser concluída.

Passeando por temas como história local, economia, arqueologia, patrimônio cultural, comunicação, personagens históricos, buscou-se contextualizar  Itaboraí e o processo da Independência do Brasil. Há revelações inéditas, como o panfleto publicado por D. Pedro, sob pseudônimo de E.C, sobre a necessidade de convocação de uma constituinte no Brasil para o Reino Unido de Portugal Brasil e Algarves no ano de 1822. O documento também exorta os sentimentos políticos de Pedro I para com o futuro e a grandeza do Brasil sob sua regência. Outras são surpreendentes, como a fuga de um importante personagem da época ameaçado de prisão por ser considerado republicano. Ele usa roupas femininas e, acompanhado de amigos, viaja de barco e se esconde em uma fazenda em São Gonçalo. Outro relato interessante ocorre depois da Independência, quando D. Pedro I cria a Imperial Guarda de Honra e um itaboraiense é um dos indicados. Já em 1972, a Ditadura Militar quis capitalizar os 150 anos da Independência, com a imprensa sob censura prévia. O governo tentou associar D. Pedro I à figura de Tiradentes. Conseguiu?

Os textos abordam temas diversos: “Duas vilas e uma freguesia do Recôncavo Fluminense no processo da Independência do Brasil”, do historiador Deivid Antunes da Silva Pacheco; “Vila Santo Antônio de Sá e o madeiramento no Macacu”, de  João Antônio Duarte Graça Vieira; “Um itaboraiense na Imperial Guarda de Honra: João Hilario de Menezes Drummond”, do historiador  Hildebrando Costa Santos Filho; “O pintor, o ator e o negociante: facetas e trajetórias de personalidades da história de Itaboraí na Corte do Rio de Janeiro”, do pesquisador  Dawson Nascimento da Silva e historiador Deivid Antunes da Silva Pacheco; “Joaquim Gonçalves Lêdo”, do pesquisador Sérgio Toledo Rodrigues; “Dois centenários para comemorar. Entre celebrações, ações políticas e usos do passado (1920–1922)”, do historiador Rui Aniceto Nascimento Fernandes; “1972 – O Sesquicentenário da Independência do Brasil nas páginas de Itaboraí”, da historiadora  Paula de Moraes Rodrigues; “O ano do Bicentenário da Independência”, do historiador  Deivid Antunes da Silva Pacheco; “O passado (mais remoto) de Itaboraí – patrimônio e memória”, do arqueólogo  Claudio Prado de Mello; “Patrimônio cultural: as ruínas do Convento de São Boaventura e a torre da Igreja Matriz de Santo Antônio de Sá”, da arquiteta Victoria Vieira da Fonseca.

Itaboraí e independência do Brasil foi organizado a partir de três marcos: 1822, 1922 e 2022; contém textos e fotografias, além de uma tela produzida especialmente para o projeto. A obra de 240 páginas reúne historiadores, artistas e pesquisadores do IHGI.

Sobre os autores

Cecilia Mattos Setubal – jornalista, pesquisadora, editora do blog memorialista Jornalista Belarmino de Mattos. Diretora técnica da Revista do IHGI. Colaboradora e pesquisadora no Projeto de Pesquisa “História e Imprensa Local: A Gazeta de São Gonçalo 1913-1937”, do Grupo de Pesquisa História de São Gonçalo: Memória e Identidade, da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – FFP/UERJ. Associada efetiva do IHGI.

Claudio Prado de Mello – Arqueólogo, artista plástico e produtor cultural. Mestre em História Antiga e Medieval, especialista em Arqueologia Funerária do Egito e Oriente Próximo Antigo e membro da Mission Archeologique Du Bubasteion – Saqqarah (1996-2002). Fundador e presidente do Instituto de Pesquisa Histórica e Arqueológica do Rio de Janeiro/IPHARJ. Diretor do Memorial da Humanidade. Membro Fundador do Laboratório de História Antiga do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ e Professor Convidado do LHIA / IFCS/ UFRJ (1990 e 2002). Membro da European Association of Archaeology e do British Council of Archaeology. Conselheiro da Cadeira Territorialidade do Conselho Municipal de Cultura do Rio de Janeiro (2016-2019). Membro do Conselho Estadual de Tombamento (2017-2019). Ex-diretor geral do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC). Associado efetivo do IHGI.

Cristiane Rosa Pereira Jardim (Cris Rosa) – Artista plástica. Professora de artes da rede CNEC por 32 anos e da rede estadual do Rio de Janeiro. Cofundadora do IHGI.

Dawson Nascimento da Silva – Pesquisador, genealogista, entalhador, artesão, músico e compositor. Produtor e curador da exposição itinerante Portais da História. Coordenador do Encontro de Preservação do Patrimônio Cultural do Leste Fluminense desde 2018. Assessor de Cultura e Turismo das secretarias municipais de Cultura e Turismo de Itaboraí e Rio Bonito. Autor de textos publicados nas páginas “Rio Bonito Antigo” e “IHGI”, no Facebook. Cofundador do IHGI.

Deivid Antunes da Silva Pacheco – Historiador, escultor, genealogista, professor. Subsecretário municipal de Cultura e Turismo na Prefeitura de Itaboraí (2019–2020). Conselheiro titular do Conselho Gestor do Parque Natural Municipal Paleontológico de São José (2019–2020/ 2022–2023), do Conselho Municipal de Urbanismo (2019–2020), e membro da Equipe Técnica Gestora da revisão do Plano Diretor de Itaboraí (2018–2020), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, SEMAURB/Prefeitura de Itaboraí. Conselheiro titular do Conselho Municipal de Turismo, da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Turismo – SECTUR/Prefeitura de Itaboraí (2020). Membro titular da Instância de Governança Regional Caminhos da Mata (2019–2020). Associado efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Niterói. Fundador e primeiro chanceler do Instituto Histórico, Geográfico e Ambiental de Maricá. Associado fundador e presidente do IHGI.

Hildebrando Costa Santos Filho – Historiador, professor de História e Filosofia. Bacharelado em Teologia, História e Direito. Mestrado Livre em Ciência da Religião. Especialista em História do Direito, em Ensino Religioso e em Docência do Ensino Superior. Associado efetivo do IHGI.

João Antônio Duarte da Graça Vieira – Bibliotecário. Pesquisador. Guia internacional de Turismo, com fluência em inglês, francês e espanhol. Criador da página no Facebook “Biblioteca Digital de Itaboraí”. Cofundador e vice-presidente do IHGI.

Renata de Souza Pereira Aymoré Araújo Gama – Arquiteta. Fotógrafa. Pós-graduada em Meio Ambiente. Em 2011, tornou-se a 1ª Arquiteta Urbanista concursada do município de Maricá. Pesquisadora. Membro do Conselho Estadual de Tombamento do Rio de Janeiro. Cofundadora e membro do Instituto Histórico e Geográfico Itaborahyense (IHGI). Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Niterói. Cofundadora e primeira presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Ambiental de Maricá. Colunista na Revista Maricá Já. Autora do livro sobre os 350 anos da Arquiconfraria de Nossa Senhora da Conceição de Niterói. Professora de Arte Sacra e Patrimônio Cultural no Seminário São José da Arquidiocese Metropolitana de Niterói.

Rui Aniceto Nascimento Fernandes  – Historiador. Mestre em História Social. Doutor em História Social da Cultura. Professor da Faculdade de Formação de Professores, da UERJ. Coordenador adjunto do Grupo de Pesquisa História de São Gonçalo: Memória e Identidade e do Centro de Memória da Imigração da Ilha das Flores. Membro do conselho curador do Museu da Imigração da Ilha das Flores. Coordenador acadêmico do Memorial da Igreja Matriz de São Gonçalo. Membro do Conselho Técnico e Científico do Ecomuseu da Ilha Grande. Ex-conselheiro municipal de Cultura de São Gonçalo. Sua produção intelectual aborda a história de São Gonçalo, do Leste Fluminense e do estado do Rio de Janeiro. Diretor Geral da Revista do IHGI. Associado efetivo do IHGI, do IHGN e da AGLAC.

Paula de Moraes Rodrigues – Historiadora. Mestranda em História Social, integrante do Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal Fluminense, diretora do Acervo Histórico do Instituto Histórico e Geográfico Itaborahyense e gestora do acervo do Centro de Memória de Itaboraí. Associada efetiva do IHGI.

Sérgio Toledo Rodrigues – MBA em Gerência de saúde FGV. Especialista em Ortodontia e em Ortopedia dos Maxilares. Sócio Honorário do Rotary Clube São Gonçalo. Administrador da página Amigos de São Gonçalo e sua História. Membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Gonçalo (IHGSG). Colaborador do Memorial da Matriz de São Gonçalo de Amarante. Pesquisador da história de São Gonçalo e do Leste Fluminense. Cofundador do IHGI.

Victória Vieira da Fonseca – Arquiteta. Graduação-sanduíche em Arquitectura na Universidad Católica de Murcia, España (2015-2016) e Máster en Conservación y Restauración del Patrimonio Arquitectónico pela Universidad Politécnica de Madrid, España (2022). Foi pesquisadora da Fundação Casa de Rui Barbosa com a pesquisa “Plano de Conservação Preventiva do Museu Casa de Rui Barbosa: documentação para preservação – Instruções Técnicas”. Atua em gestão da arquitetura, conservação preventiva e patrimônio cultural. Associada efetiva do IHGI.

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