• IHGI conclui projeto de modernização e restauração do Museu Histórico em Itaboraí

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Restauro do retrato de Manoel Antônio Rodrigues Torres, jan. 2026.

O Instituto Histórico e Geográfico Itaborahyense (IHGI), concluiu em março, o “Projeto nº 55311 – Manutenção, Modernização e Difusão do Museu Histórico do IHGI (Itaboraí)”, contemplando pelo Edital Nossos Museus, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, com recursos do Fundo Estadual de Cultura.

Lançado em 2024, o edital foi a 1ª Chamada Pública do pacote de investimentos da Política Nacional Aldir Blanc, no território fluminense, com aporte de 5 milhões de reais e 55 vagas disponíveis, Destas, 15 projetos receberam premiação de R$ 200 mil, enquanto outros 40 foram contemplados com R$ 50 mil, na categoria de circulação cultural.

O Museu Histórico do IHGI esteve entre os 15 projetos selecionados com maior pontuação, após um rigoroso processo de avaliação que considerou critérios à qualidade do projeto; a relevância da ação proposta para o cenário cultural; os aspectos de integração comunitária na ação proposta; a coerência da planilha orçamentária, do cronograma de execução e das medidas de acessibilidade; a trajetórias artística e cultural do proponente; a compatibilidade da ficha técnica com as atividades desenvolvidas; e adesão ao Cadastro Fluminense de Museus.

Conforme dispõe o § 1º do art. 21 da Lei Estadual nº 7.035, de 7 de julho de 2015, que institui o Sistema Estadual de Cultura, os recursos destinados à capital ficam limitados ao percentual de 40%, devendo o montante remanescente ser distribuído entre as demais regiões do Estado.

Nesse contexto, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa adota a seguinte classificação para fins de distribuição dos recursos: Grupo 1 – Região Metropolitana I (capital); Grupo 2 – Regiões Metropolitanas II e III (Itaboraí, Tanguá, Maricá, Rio Bonito, São Gonçalo e Niterói); e Grupo 3 – demais regiões do Estado.

No âmbito da capital, foram contempladas as seguintes instituições: Museu da Capoeira Mestre Medeiros; Museu da Memória do Teatro; Escola-Museu da Escola de Artes Visuais do Parque Lage; Observatório de Favelas do Rio de Janeiro; e Museu de Favela.

No que se refere ao Grupo 2, além do Museu do IHGI, foram contempladas as seguintes instituições: Museu Vivo São Bento, no município de Duque de Caxias; Museu de Arte Moderna de Niterói; Museu Memorial Iyá Davina, no município de São João de Meriti; e Espaço Museal da Casa do Administrador do Núcleo Colonial de São Bento, no município de Duque de Caxias.

Por sua vez, no Grupo 3, foram contempladas as seguintes instituições: Museu Histórico de Campos dos Goytacazes; Casa de Cultura de Paraty; Museu do Jongo de Pinheiral; e Museu Dercy Gonçalves, no município de Santa Maria Madalena.

Para marcar o momento, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa,  realizou no dia 4 de agosto do ano próximo passado, a Cerimônia de Certificação dos proponentes contemplados no Edital Nossos Museus – Categoria A – R$ 200.000,00 e das demais categorias, no auditório da Biblioteca Parque Estadual.

Da esquerda para direita: Luciene Figueiredo, Superintende de Museus do Estado RJ/SECEC; Pedro Dias, SECEC; Hildebrando Costa, Diretor do Museu Histórico do IHGI; Deivid Antunes, Presidente do IHGI; Paula de Moraes, Diretora Adjunta do Museu Histórico do IHGI; João Vieira, Vice-presidente do IHGI; e Beatriz Barcelos, SECEC. Foto de divulgação/SECECRJ.


Entre as principais ações realizadas está a restauração de seis importantes pinturas do acervo, todas em óleo sobre tela. Entre elas, destacam-se os retratos de Antônio Enéas Gustavo da Fonseca Galvão, o Barão de Rio Apa, pintado em 1893 por Delphim da Câmara, e de Constância da Cruz Galvão, de autoria desconhecida.

Também foram restauradas obras que retratam Manoel Antônio Rodrigues Torres, ex-deputado provincial e ex-vice-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, filho do Visconde de Itaborahy  e sobrinho do Visconde do Uruguay, nascido em Itaboraí, em 1847, além de retratos de seus filhos, produzidos por artistas como o francês Auguste Petit e o alemão Karl Ernst Papf.

O projeto também avançou na área de acessibilidade. As obras restauradas foram digitalizadas e passaram a contar com recursos de audiodescrição, voltados a pessoas com deficiência visual. O conteúdo foi desenvolvido por Mônica Muniz de Ruiz, com consultoria técnica especializada.

Na área de segurança de acervo, foram investidos recursos na compra de câmeras de vigilância e no desenvolvimento do Projeto de Combate à Incêndio e Pânico do museu, executado pelo Engenheiro de Segurança, Milton José Duarte Filho.

Outro destaque foi a digitalização completa do acervo museológico, agora disponível gratuitamente ao público por meio da plataforma Tainacan, um repositório digital voltado a instituições museológicas brasileiras. A iniciativa amplia o acesso ao patrimônio histórico local e facilita a consulta por pesquisadores e interessados. A Coleção do IHGI pode agora ser consultada no site do IHGI na página do museu, vide acervo museológico on-line.


“A execução deste projeto foi um divisor de águas na história da preservação e salvaguarda da memória e da história de Itaboraí. O IHGI, desde a sua fundação, consolida-se como uma instituição da sociedade civil organizada, que alcançou um patamar único de credibilidade institucional, gestão administrativa e participação ativa e democrática de seus membros. Esses fatores possibilitam a dinamização de ações plurais, como a recepção de doações de acervos importantes e singulares, que narram a história de Itaboraí, do Rio de Janeiro e do Brasil, com o primeiro item doado ao museu em 2021, o sinete da Vila Nova de São José d’El Rei, município criado em 1772, em substituição da Aldeia Jesuítica de São Barnabé, em Itambi; o acervo do ex-prefeito João Baptista Caffaro; a Coleção de retratos da família do filho do Visconde de Itaboraí; o acervo do Jornal Folha de Itaboraí; a Coleção Macedo Soares, entre outras “Deivid Antunes da Silva Pacheco, Presidente do IHGI.


Foram investidos na aquisição de mobiliários e equipamentos adequados na conservação e  administração do acervo museu e documental histórico, como:

  • 2 notebooks, com 1 TB de memória;
  • 1 microcomputador, com monitor de 34″ para consulta pública;
  • 1 scaner profissional portátil;
  • 3 SSD, com 2 TB de memória;
  • 3 estantes de metal para o arquivo histórico;
  • 3 estantes de metal, de 2,5 m, 5 prateleiras, de 60×90 cm, para a Reserva Técnica do museu.
  • 1 mesa de higienização, 127v;
  • 1 mapoteca de 10 gavetas;
  • 1 mesa em L com cadeira giratória;
  • 1 armário de aço;
  • 2 painéis expositores;
  • 1 expositor com vitrine.


“O projeto representou um avanço fundamental para o nosso museu e para o arquivo histórico. Além do reconhecimento em um edital altamente competitivo, ele trouxe impactos concretos: restauração de obras importantes, digitalização do acervo, ampliação do acesso com recursos de acessibilidade e melhorias na infraestrutura de preservação. Essas ações fortalecem o IHGI como um espaço de memória, pesquisa e participação social, aproximando ainda mais a comunidade do seu patrimônio. Foi um passo decisivo na valorização da história de Itaboraí e na construção de um museu mais acessível, moderno e conectado com o público.” – Paula de Moraes Rodrigues, Diretora Adjunta do Museu Histórico do IHGI.


Com as melhorias, o IHGI reforça seu papel na preservação da memória histórica de Itaboraí, do Estado do Rio de Janeiro e do Brasil, e amplia o acesso da população ao seu patrimônio cultural, aliando tecnologia, conservação e inclusão.

Para celebrar essa conquista histórica, o  Instituto Histórico e Geográfico Itaborahyense, Museu Histórico, em parceria institucional com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/Prefeitura Municipal de Itaboraí, realizará em outubro de 2026, a exposição “Retratos da Família Rodrigues Torres e dos Barões de Rio Apa: resultado do processo de restauro – Edital Nossos Museus”, na Casa de Cultura Heloísa Alberto Torres, localizada na Praça Marechal Floriano Peixoto, 331 – Centro, Itaboraí.


História do Museu

Medalha Maçônica do Sesquicentenário da Emancipação de Itaboraí, Cunhada por ordem João Baptista Caffaro, Venerável da Loja Maçônica Concórdia Segunda Número 10 para celebrar o Sesquicentenário da Independência do Brasil. Acervo do IHGI

O Museu Histórico do IHGI foi criado em 2017 e integra o Cadastro Fluminense de Museus. Seu acervo reúne diversos objetos relacionados à história de Itaboraí, do estado do Rio de Janeiro e do Brasil, constituindo um importante núcleo de preservação da memória regional.

A organização do acervo está estruturada em três séries temáticas: História de Itaboraí — abrangendo Paleontologia, Arqueologia, Período Colonial, Período Imperial, Período Republicano e Itaboraí do Tempo Presente —; Arte Oleira, Cerâmica e Indústria Cimenteira; e Memória Institucional do IHGI.

O museu tem como missão preservar, pesquisar, documentar e comunicar a história, a memória, a arte oleira e as tradições populares do município de Itaboraí. Sua atuação abrange também referências históricas da extinta Vila de Santo Antônio de Sá, do antigo Aldeamento Jesuítico de São Barnabé e da Vila Nova de São José d’El-Rei, sempre em diálogo com a memória regional e nacional.

Consolidando-se como um espaço democrático de representação das manifestações culturais, o museu busca estimular a reflexão, o pensamento crítico e o fortalecimento das relações sociais na comunidade, afirmando-se como um importante vetor de valorização da identidade local e do sentimento de pertencimento da população.

 


“O Museu Histórico do IHGI (Instituto Histórico e Geográfico Itaborahyense) é uma conquista do município de Itaboraí e de toda a região Guanabarina. Trata-se do primeiro equipamento cultural museal dedicado a Itaboraí, estando à disposição dos munícipes, estudantes, pesquisadores e apaixonados pela História local e regional. Em poucos anos de existência, adquirindo por compra ou por doações, tem ampliado seu patrimônio musealizado, colocando-o à disposição para fins de estudo, educação e apreciação coletiva. Por meio de fomentos públicos, tem implementado importantes ações de preservação e restauração do acervo, destacando-se, em especial, sua pinacoteca, apresentada virtualmente nas redes sociais, ou em exposição física, esta conforme a agenda cultural do museu.” – Hildebrando Costa Santos Filho, Diretor Geral do Museu Histórico do IHGI.


Saiba mais sobre assistido o vídeo de divulgação e bastidores do projeto:

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